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Os dez grandes passos para comprar um negócio

Índice

Introdução
Passo 1 - Efectuar a escolha do sector
Passo 2 - Escolher o tamanho do negócio
Passo 3 - Procurar
Passo 4 - Reunir-se com o vendedor
Passo 5 - Iniciar o processo de "avaliação"
Passo 6 - Assinar a Carta de Intenções
Passo 7 - A Due Diligence
Passo 8 - Elaborar o contrato
Passo 9 - Assinatura do contrato
Passo 10 - Tomar posse da nova empresa

Introdução

Adquirir uma empresa já presente no mercado pode trazer muitas vantagens mas também comporta riscos que é preciso identificar e avaliar. Comprar um negócio existente é uma forma de um empreendedor se lançar na actividade empresaria ou de uma PME se expandir. No entanto, apesar de serem muitos aqueles que se lançam, entusiasmados na compra de um negócio, é indispensável ter muita cautela e seguir uma metodologia rigorosa para evitar ao máximo más surpresas e problemas futuros. Na actual conjuntura de incerteza e de desconfiança em relação às contas das empresas, exige-se prudência redobrada. Por outro lado, pode também aumentar o número de empresas à venda a preços reduzidos.

 

Passo 1 - Efectuar a escolha do sector

Há negócios à venda com bastante frequência. Mas nem por isso o empreendedor se deve lançar na primeira oportunidade que aparece. A escolha do negócio a adquirir deve obedecer a certas regras básicas que têm a ver, essencialmente, com o sentido que o negócio faz tanto para o futuro empreendedor como para o sector onde opera a PME adquirente. Assim, só devem, ser considerados os negócios que reunam as características seguintes:  

Passo 2 - Escolher o tamanho do negócio

Uma vez decidido o ramo de negócio, é preciso saber qual o tamanho da empresa que se pretende adquirir. Esta variável nem sempre é controlável já que os negócios à venda têm um determinado valor, que poderá ser negociado, mas a oferta em determinados ramos de negócio pode não ser elevada. De qualquer modo, há duas questões a considerar:  

Passo 3 - Procurar

Quando já se sabe o sector de actividade e o tamanho da empresa a adquirir, começa a parte mais longa: a procura. Pode demorar meses ou até anos mas é indispensável que o negócio se adeqúe ao que foi definido. Para descobrir o negócio ideal, é essencial pesquisar isto pode ser feito:  

Passo 4 - Reunir-se com o vendedor

Uma vez encontrado o negócio que pretende adquirir, passa-se à fase de negociação. Este passo é crucial. Se os donos do negócio em questão não estavam a pensar vendê-lo, será preciso convencê-los, provavelmente oferecendo um bom preço. Se eles pretendem desfazer-se do negócio muito depressa, é caso para desconfiar, ou pelo menos para analisar a questão com todo o pormenor.

De qualquer modo, é essencial preparar muito cuidadosamente a reunião, pensando no que vai dizer e no que não vai dizer. É aconselhável fazer uma ou várias simulações de reuniões com especialistas ou pessoas que já tenham estado em situações semelhantes. Um mau contacto inicial pode deitar tudo a perder. Trata-se de um acordo entre duas pessoas e, sem um bom entendimento entre elas, o negócio dificilmente se realizará. É essencial manter uma atitude cordial e cooperativa, sem deixar de ser firme. É preciso não esquecer que é frequentemente o fundador da empresa quem a está a vender. Por isso, existe um factor emocional que não deve ser esquecido. O actual proprietário só vai vender a empresa se tiver a certeza que esta fica em boas mãos.

 

Passo 5 - Iniciar o processo de "avaliação"

Neste ponto, as duas partes, o possível vendedor e o futuro comprador, vão avaliar-se mutuamente. O comprador deverá avaliar a capacidade do conjunto da empresa em gerar resultados tanto do ponto de vista dos seus recursos tanto humanos como materiais como financeiros. Uma análise das contas da empresa é também indispensável. O ideal é que o comprador tenha acesso ao histórico da empresa e que possa estudar com cuidado, com o apoio de um especialista, os documentos financeiros da empresa. Este passo ganha cada vez mais peso. Já não basta certificar-se que as contas foram auditadas mas é preciso efectuar uma análise profunda. Primeiro é necessário preparar as contas para análise e depois analisar a performance da empresa através de vários rácios, nomeadamente: Por outro lado, o comprador terá que demonstrar ao possível vendedor que tem capacidades para desenvolver o negócio e para o gerir de forma adequada.

 

Passo 6 - Assinar a Carta de Intenções

A Carta de Intenções não é um contrato. Nesta fase trata-se somente de assinar um documento que indica um certo número de regras tanto para o potencial vendedor como para o potencial comprador. Tipicamente nesta fase, as duas partes comprometem-se a não aceitar nenhuma outra oferta, seja ela de compra ou de venda. Apesar de não se tratar ainda de um contrato, esta Carta de Intenções vai conter muitos pontos estratégicos importantes e, por essa razão, deve ser elaborado, visto ou corrigido por um advogado, especialista em contratos de negócios. Não é necessário, e pode ser contraproducente, que o advogado se encontre com a empresa vendedora. Tratando-se de um documento que define as regras de funcionamento da negociação, não existe uma lista precisa do que aí deve constar: Uma boa dose de bom senso e a ajuda de um advogado são elementos essenciais.

 

Passo 7 - A Due Diligence

Este é provavelmente o mais importante de todos os passos. É aqui que o comprador tenta certificar-se que não está a comprar activos que têm associados a si passivos ou outras responsabilidades ou ainda que não está a adquirir activos que necessitem da aprovação de terceiros. São várias as questões a considerar:  

Passo 8 - Elaborar o contrato

Quando está tudo decidido, nas linhas gerais, é necessário chamar de novo os advogados, de preferência os mesmos que participaram no Passo 6 ou pelo menos que tenham experiência em contratos de negócios, nomeadamente nas transacções de compra e venda. E nesta fase que fica escrito: Não serão igualmente de excluir cláusulas para regular situações de não cumprimento: custos escondidos na empresa, não pagamento na data prevista, etc. Finalmente, é positivo ser o comprador a elaborar o contrato e a pagar por ele.

 

Passo 9 - Assinatura do contrato

Não são raras as vezes em que, depois de meses ou anos de negociações e muito dinheiro despendido, o contrato não é assinado. E a nova empresa só é considerada do comprador quando todas as assinaturas estão no papel. É impossível enumerar todas as razões que podem levar a que, na recta final, o contrato não seja assinado. Por exemplo:  

Passo 10 - Tomar posse da nova empresa

Uma vez o contrato assinado, a empresa é desta vez, mesmo do comprador, seja ele o empreendedor individual ou a pequena ou média empresa. Nesta fase, é já importante ter pensado antes nas transformações - se é que são algumas - que se pretendem operar no negócio. Mas sem nunca esquecer que uma grande parte da empresa é as pessoas que a compõem, no caso de estas ficarem, ou seja, os seus contactos, a sua experiência, a sua ligação afectiva à empresa. Não compreender isto é aliená-las à partida destruindo uma boa parte do valor do negócio.

Chega assim ao fim o processo de aquisição de um novo negócio e começa a fase difícil da implantação das mudanças que se pretendem, mas sem esquecer que a empresa tem uma personalidade própria, que deve ser respeitada.

Bibliografia

Autor: PME Negócios