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Como gerir expatriados

Índice

Introdução
Passo 1- Saber as razões
Passo 2- Escolher o candidato
Passo 3- Pagar ao expatriado
Passo 4- Avaliar os aspectos fiscais
Passo 5- Repatriar
Passo 6- Considerar alguns aspectos finais

Introdução

Com a globalização, cada vez mais empresas portuguesas, não só as grandes mas também as PME, sentem a necessidade de manter alguns trabalhadores fora das nossas fronteiras. Estes empregados deslocados no estrangeiro asseguram essencialmente tarefas de supervisão, gestão ou apoio técnico e podem trabalhar tanto em filiais da empresa nacional como em empresas locais associadas, por exemplo através de acordos de joint venture, ou ainda em empresas do grupo empresarial. No que diz respeito às empresas portuguesas, este número ainda não é muito elevado mas tenderá a crescer nos anos mais próximos com o aumento da integração de Portugal na União Europeia e consequente internacionalização da economia portuguesa. Assim, é importante analisar as principais questões que estes trabalhadores colocam à gestão dos recursos humanos das empresas nacionais. Convém recordar, desde já, que não se trata tão só de um problema de gestão de pessoal, já que faz intervir questões laborais, fiscais e até sociológicas e psicológicas. Uma abordagem abrangente, e adequada a cada empresa é a resposta certa para esta questão complexa.

Passo 1- Saber as razões

São essencialmente três as razões pelas quais as empresas deslocam um ou vários empregados para o estrangeiro por períodos que vão de 2 ou 3 anos a 5 anos, em média. A saber:

Passo 2- Escolher o candidato

O perfil para ser um empregado da empresa deslocado no estrangeiro não coincide necessariamente com as características mais marcantes para um trabalhador da empresa situado no país de origem. Assim, é preciso ter em atenção alguns aspectos concretos quando se escolhe qual a pessoa, seja ela interna ou recrutada especialmente para o efeito, que vai trabalhar para o estrangeiro.

O primeiro ponto a considerar é a idade do candidato. De preferência, este deverá ter menos de 30 anos, quando a sua situação profissional e familiar ainda é facilmente alterável, ou mais de 50 anos, quando, normalmente os seus filhos já são independentes. No entanto, é óbvio que, devido a vários factores, será frequentemente nesta faixa etária, entre os 30 e os 50 anos, que acabarão por ser escolhidos os candidatos.

É frequente falar dos portugueses como um povo com grande capacidade de adaptação a outros países e culturas, dando como exemplo os descobrimentos e a vaga de emigração. No entanto, quando se trata de escolher um empregado para trabalhar no estrangeiro, as coisas são mais complicadas e exigem um estudo aprofundado.

Para facilitar a escolha podem colocar-se de parte os seguintes candidatos: Refira-se ainda dois pontos essenciais:

Passo 3- Pagar ao expatriado

Saber quanto se deve pagar ao empregado expatriado é uma questão difícil de resolver. Alguns estudos apontam para que o custo efectivo para a empresa de um trabalhador fora das fronteiras pode representar 2,5 a 3 vezes mais do que o custo equivalente ao de um trabalhador no país de origem. A política que é mais vezes seguida pelas empresas internacionais é a de proporcionar ao trabalhador expatriado o mesmo nível de vida que usufruía no país de origem: Assim, se o nível de vida for superior no país de destino, a empresa pagará um acréscimo. Mas se o nível de vida for inferior, é possível que estes ganhos sejam deduzidos no ordenado.

Os componentes mais usuais da remuneração de um trabalhador expatriado são de quatro tipos:

Passo 4- Avaliar os aspectos fiscais

O facto de manter trabalhadores expatriados pode colocar problemas novos e de resolução difícil às empresas. Por exemplo, é preciso conhecer bem as várias legislações dos países de destino no que diz respeito aos impostos laborais e às obrigações em relação à segurança social. Assim, é aconselhável fazer apelo a empresas especializadas que funcionarão como assessoras e que podem ter duas funções principais:

Passo 5- Repatriar

O regresso ao país de origem de um expatriado é frequentemente uma situação difícil de resolver por parte da empresa. É difícil de prever uma posição no seio da casa-mãe com três, quatro ou cinco anos de antecedência. Cada repatriamento deverá assim ser gerido caso a caso mas aplicam-se algumas regras:

Passo 6- Considerar alguns aspectos finais

Será conveniente ter em mente algumas regras-base para gerir todo o processo de expatriação, uma questão na qual a maioria das empresas tem pouca ou nenhuma experiência: Assim, a gestão dos expatriados não se limita a mandar algumas pessoas lá para fora. Implica um esforço e empenho por parte dos gestores de topo da empresa. E é importante frisar que o contacto com outras empresas, outras culturas, outros países e outras formas de trabalhar só pode ser benéfico para o expatriado e, consequentemente, também para a empresa.

Bibliografia Referências

Autor: PME Negócios