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Como evitar os sete pecados mortais que levam à estagnação empresarial

Índice

Introdução
Ponto 1 - Não endeusar a principal fonte de rendimentos
Ponto 2 - Afastar a ideia que os mercados estão maduros
Ponto 3 - Ter presente a necessidade de inovar
Ponto 4 - Criar hipóteses para a reinvenção de produtos
Ponto 5 - Trabalhar para criar
Ponto 6 - Criar produtos inovadores, não significa arriscar às cegas
Ponto 7 - Para inovar não precisa de ter mais recursos humanos

Introdução

O que faz com que duas empresas concorrentes do mesmo sector tenham resultados diferentes no que respeita à inovação e à evolução positiva no mercado? Na verdade, há empresas que são capazes de criar constantemente novos produtos, de conquistar mercados e de continuar a crescer. A solução pode ser mais fácil de alcançar do que parece à primeira vista. Basta que não se deixem arrastar por alguns entraves auto-impostos que, por vezes, até as podem conduzir à falência.

Tentar perpetuar a fonte de rendimento que parece inesgotável, ter como certo que o mercado está maduro, melhor dizendo, saturado, e pensar que não é possível inovar ou apostar em novos produtos são alguns erros a evitar. A ideia de que a capacidade de inovar foi concedida apenas a alguns génios é outro entrave a evitar. As noções pré-concebidas de que, para criar, é necessário correr riscos capazes de provocar catástrofes e apostar em mais recursos humanos também podem conduzir à estagnação. Aqui ficam, então, enumerados os sete erros a evitar pelos empresários e gestores que pretendem fazer crescer as suas empresas.

Ponto 1 - Não endeusar a principal fonte de rendimentos

É preciso ter em conta que aquilo que hoje é uma boa fonte de rendimentos para os negócios, amanhã pode não ter importância. Os gestores das empresas devem ter a coragem de perceber quando é chegado o momento de abandonar, por exemplo, determinado produto que esteja em alta. À partida, esta atitude pode parecer anti-natura mas, na verdade, é uma solução para quem pensa no futuro.

O raciocínio é bastante simples. Quando uma empresa está a apoiar-se na sua principal fonte de rendimento, os concorrentes estão, igualmente, a tentar destruí-la. É imperioso que as empresas saibam renovar a tempo, mesmo que a criação de uma nova fonte de rendimento faça antever a destruição da existente.

Se assim não for:

Ponto 2 - Afastar a ideia que os mercados estão maduros

Acreditar que um mercado amadureceu, ou seja, que já não tem mais por onde crescer, é um erro. Há uns anos, ninguém poderia esperar despender dezenas de contos na compra de umas sapatilhas. Mas a evolução do produto permitiu que o mercado se alterasse e que hoje fosse possível gastar esse dinheiro com um par de sapatilhas.

Como desfazer o mito dos mercados maduros: Ao contrário do que pode parecer, as Pequenas e Médias Empresas também estão em boa posição para escamotearem as novas oportunidades que os mercados oferecem. Com uma estrutura mais pequena, são também mais flexíveis e arrojadas na procura de novas soluções.

Ponto 3 - Ter presente a necessidade de inovar

A massificação, actualmente, não é um mal necessário. A diferenciação ainda é uma hipótese a seguir. Fabricar pneus, por exemplo, não é apenas fabricar pneus. É possível (e necessário) criar pequenos pontos de diferenciação. Hoje, existem pneus de várias cores. Os franceses foram mestres na diferenciação de um outro produto que poderá parecer sempre igual, a água. Criaram estilos, marcas e sabores. Neste sentido, conclui-se que é um erro pensar que já não é possível inovar.

As empresas que têm uma visão mais criativa conseguem surpreender o mercado e conquistá-lo. As melhores empresas já perceberam isto e investem em algo tão importante como o factor mudança.

Ponto 4 - Criar hipóteses para a reinvenção de produtos

Uma empresa é constituída por um conjunto de colaboradores, distribuídos por diversas funções, uns mais qualificados do que outros. Porém, os empresários devem ter capacidade para perceber que as novas ideias podem surgir de qualquer um deles. Às vezes, de onde menos se espera. Por isto mesmo, os líderes de equipas devem demonstrar capacidade para planear e gerir oportunidades e ideias que possam surgir, complementando as mais pragmáticas com as mais idealistas. Deste modo, é também importante o trabalho de equipa.

Alguns dos grandes inventores deram o seu nome às marcas, às empresas e aos produtos que criaram. Esses tiveram direito a um registo histórico. Mas, em comparação com os desconhecidos são apenas uma pequena percentagem. Um erro crasso que as empresas por vezes cometem tem precisamente a ver com a falta de atenção dada a estes trabalhadores que são capazes de criar, inovar e inventar, mesmo no anonimato, sendo mesmo mais empreendedores do que os empresários.

O capital humano já é reconhecido como um factor decisivo para o crescimento de uma empresa. É a mente humana que descobre as novas riquezas e as oportunidades que estão à vista, mas que nem todos vêem.

Ponto 5 - Trabalhar para criar

Pensar que só é capaz de inovar quem nasceu com essa faculdade é um erro. Embora cada colaborador tenha determinadas tendências, é preciso entender que o trabalho também pode significar inovação.

É necessário ter em conta determinados aspectos:

Ponto 6 - Criar produtos inovadores, não significa arriscar às cegas

Os riscos considerados prudentes, por vezes, são necessários quando se fala de inovação e de criação de novos produtos. Os gestores experientes sabem medir ambos os pratos da balança e determinar quando a inovação não traz riscos devastadores.

Negociar é também arriscar de forma acertada e os empresários com uma dose certa de ponderação não têm por hábito correr riscos desnecessários. Sabem quando devem lançar a cartada que os vai colocar numa boa posição de mercado e que vai trazer às empresas o factor inovação. O risco deve ser calculado, mas sem castrar a evolução. É um erro ficar parado com medo de criar produtos que comportem riscos.

Ponto 7 - Para inovar não precisa de ter mais recursos humanos

Os empresários devem saber que as iniciativas empresariais significam procura de novas oportunidades, independentemente da quantidade de pessoal disponível. Afinal, quantidade não significa qualidade.

O empenho e o gosto pelo trabalho a realizar são dois factores que poderão parecer insignificantes mas que não o são. Pelo contrário, podem persuadir os colaboradores a empenharem-se na solução de problemas e na criação de produtos e de ideias que façam as empresas evoluírem. Por vezes, basta apostar na pessoa certa, que pode ser apenas e somente uma.

A gestão da mudança pode ser feita, por exemplo, prestando atenção a áreas ou recursos que estejam em baixa, transformando-as em áreas e recursos de maior produtividade.

Bibliografia Referências

Autor: PME Negócios