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Como criar uma rede de franchising

Índice

Introdução
Passo 1 - Registe a marca
Passo 2 - Defina o conceito e teste-o
Passo 3 - Estude o mercado
Passo 4 - Transmita o know-how
Passo 5 - Dê provas de rentabilidade
Passo 6 - Reveja a estrutura da empresa
Passo 7 - Analise a viabilidade
Passo 8 - Formate o negócio
Passo 9 - É tempo de divulgar
Erros a evitar

Introdução

O franchising é, por definição, um modelo ou sistema de desenvolvimento de negócios em parceria, através do qual uma empresa, com um formato de negócio já testado, concede a outra empresa o direito de utilizar a sua marca, explorar os seus produtos ou serviços, bem como o respectivo modelo de gestão, mediante uma contrapartida financeira.

Optar por franchisar pode revelar-se vantajoso, acima de tudo porque este é um sistema que possibilita uma mais rápida cobertura do mercado com um menor custo de investimento. Mas tenha em atenção que a criação de uma rede obriga ao cumprimento de um conjunto de condições-base.

Passo 1 - Registe a marca

A propriedade intelectual e industrial é condição sine qua non para se poder avançar para o franchising. A marca tem que estar registada no país em que pretende actuar. A obrigatoriedade alarga-se ao registo do nome de estabelecimento. Em Portugal, é tratado junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

É, além disso, fundamental que a marca a franchisar detenha alguma notoriedade, a única forma de reunir atractivos capazes de captar o interesse de potenciais franchisados.

Passo 2 - Defina o conceito e teste-o

O conceito a franchisar deve ser objectivo e estar bem identificado. O franchisador deve ser capaz de afirmar, sem dúvidas, qual a fórmula do sucesso do seu negócio. A criação de uma unidade-piloto é fundamental. É aqui que o franchisador deve testar todo o conceito, pelo menos durante um ano, antes de decidir franchisá-lo. A unidade-piloto funciona como um laboratório e serve para: Apesar de não ser obrigatório, a empresa deve deter uma carteira de produtos preferencialmente próprios e registados sob o mesmo nome que a marca. Além disso, convém que o mix de produtos seja o mais equilibrado possível e sempre orientado na perspectiva do consumidor.

Passo 3 - Estude o mercado

A decisão de franchisar só deverá ser tomada depois de uma exaustiva avaliação do mercado. Ao tornar-se franchisadora, a empresa assume um compromisso de longo prazo com os seus parceiros, logo tem que ter capacidade para garantir que o negócio em que apostou se vai rentabilizar. Há certos pontos que não pode ignorar:

Passo 4 - Transmita o know-how

O franchisador tem a obrigação de transmitir ao franchisado como gere o seu negócio. Só desta forma lhe pode garantir que, ao seguir as mesmas regras, poderá obter resultados idênticos. O know-how do franchisador tem que ser: Os manuais devem ser o mais exaustivos possível e divididos em tantas fórmulas e procedimentos quanto aqueles que compõem o negócio.

Passo 5 - Dê provas de rentabilidade

Outra das obrigações de quem franchisa passa por fazer prova da rentabilidade do negócio. Não se deve tentar angariar um franchisado só com promessas. Tem que se lhe mostrar dados reais, baseados não em projecções, mas em factos.

O franchisador não pode, por outro lado, deixar de indicar ao seu futuro parceiro de negócio os valores reais de investimento necessários para pôr de pé uma unidade franchisada.

Passo 6 - Reveja a estrutura da empresa

Ao avançar para a criação de uma rede de franchising, o franchisador deve partir perfeitamente ciente de que o franchisado é um parceiro e não um empregado. Para tal, vai ter que alterar a sua forma de pensar, de agir e, até em certos casos, a forma como está estruturada a sua empresa. Abrir uma unidade franchisada não é o mesmo que criar uma filial e o franchisado vai certamente - até porque é seu direito - exigir apoio permanente.

A evolução da estrutura franchisadora pode, e deve, ser gradual: a empresa deve ir-se adaptando às necessidades que a própria rede for criando. Assegurar o pleno funcionamento de toda a rede implica uma capacidade económica comprovada. O franchisador precisa de dispor de verbas que lhe permitam manter o conceito vivo e dinâmico.

Passo 7 - Analise a viabilidade

Reunidos os requisitos base, chegou a altura de avaliar a viabilidade do negócio. Muitas vezes, o cumprimento destas condições prévias não implica que o projecto seja viável. A análise que se segue tem como finalidade determinar, em detalhe, as características do conceito, tendo em conta as condições de exploração da empresa e as particularidades do modelo de negócio a formatar. Pode ser conduzida autonomamente ou com a ajuda de especialistas. É a chave que permite o desenho completo do projecto e a base indispensável ao desenvolvimento documental posterior. Deve ter em conta os seguintes componentes:

Passo 8 - Formate o negócio

Uma vez terminado o plano de viabilidade, e sendo o resultado positivo, é tempo de passar tudo ao papel. A base documental do projecto deve estruturar-se da seguinte forma:

Passo 9 - É tempo de divulgar

Terminada a formatação, aposte na divulgação do seu negócio. Não o faça sem antes: Para ajudar na divulgação, os franchisadores têm à disposição uma série de meios especializados, tanto a nivel nacional como internacional, que, se bem utilizados, podem revelar-se fundamentais:

Erros a evitar

Em todo este processo, há obviamente uma série de erros a evitar, passíveis de conduzir ao fracasso da rede. Entre os principais destaque para: Glossário Bibliografia Referências

Autor: PME Negócios