Subscreva a nossa Newsletter
Pesquisar
home > Manuais de Gestão > Logística

Como introduzir uma lógica de comércio colaborativo

Índice

Introdução
Passo 1 - Identificar oportunidades de comparação de dados
Passo 2 - Alinhar fontes de dados
Passo 3 - Organizar vistas de dados
Passo 4 - Definir regras de negócio
Passo 5 - Implementação
Conclusão

Introdução

O comércio colaborativo, ou CPFR (Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment) é um conceito relativamente recente e que representa uma novidade sobretudo a nível de relações entre empresas, muito mais do que entre empresa e cliente.

Trata-se de uma nova forma de estar nos negócios que não se baseia no modelo tradicional da concorrência pura mas sim no estabelecimento de um grande número de parcerias entre empresas que operam em sectores ou serviços complementares, de modo a conseguir uma maior eficácia e superior satisfação (e, logo, fidelização) do cliente.

No âmbito colaborativo, há que pensar essa colaboração entre empresas, e a modelação subjacente, numa dimensão diferente da tradicional. Enquanto no modelo tradicional (meramente concorrencial e não cooperativo) bastava uma base de dados relevantes, a implementação de aproximações do tipo do comércio colaborativo necessita de dados provenientes de múltiplas organizações (as que acordaram entre si a partilha de informações) que sejam comparáveis.

Com frequência, esses dados são dados de previsão, elaborados pelas várias entidades segundo a sua forma de trabalho própria e que dificilmente são comparáveis à partida. Assim, torna-se necessário alinhar, organizar e definir regras em torno do relacionamento entre parceiros, pois, antes de trabalhar os dados, há que homogeneizá-los, de forma a criar uma base de trabalho comum. Assim, a implementação de um tipo de comércio colaborativo passa por quatro passos fundamentais.

Passo 1 - Identificar oportunidades de comparação de dados

Este primeiro passo corresponde a um momento de comparação entre os planos das empresas que colaboram entre si. Aqui, tal como nos passos seguintes, o alinhamento de bases de dados das várias organizações é de importância crucial. No entanto, não é fácil encontrar planos comparáveis, nomeadamente previsionais, entre fornecedor e cliente.

Neste âmbito, visam-se os seguintes tipos de planos: Tendo isto em mente, a identificação de oportunidades de comparação de dados passa por três tipos de análises preliminares:

Passo 2 - Alinhar fontes de dados

Depois de encontrados e integrados os dados relevantes de cada parceiro, o próximo passo consiste em tornar estes dados comparáveis, sendo a agregação e parametrização comum fortemente recomendáveis. Por vezes, torna-se necessário que algum dos parceiros altere o padrão de apresentação de dados (nomeadamente, a forma de medição) para que a comparação possa ser válida.

Este segundo passo compreende:

Passo 3 - Organizar vistas de dados

Uma vez na posse de dados comparáveis, as empresas irão criar vistas específicas para cada uma, reflectindo a sua hierarquia e localização em função da sua estrutura de mercado própria, das regiões específicas ou de outros esquemas de categorização. Assim, o terceiro passo implica definir e explorar as múltiplas hierarquias e a forma de organização.

Passo 4 - Definir regras de negócio

Desenvolvido todo o trabalho de identificação, alinhamento e organização dos dados, o passo seguinte é o estabelecimento das regras para cada relacionamento. Critérios de excepção e outros parâmetros - como, por exemplo, o período de forecast "congelado" (como quando sucedem eventos especiais) - definem estas regras para projectos de comércio colaborativo.

Os princípios para estabelecer os critérios/regras deverão ser, grosso modo, os seguintes: Por outro lado, é preciso não esquecer que os critérios variam consoante os horizontes temporais com que se trabalha: Chegados a este ponto, é importante enfatizar que, apesar de a modelação de dados para colaboração ser uma disciplina bastante recente, há alguns princípios que podem e devem ser estabelecidos. Identificando dados comuns e partilháveis, agregando-os e ajustando-os para os tornar comparáveis, organizando vistas desses dados de acordo com as necessidades de cada empresa e formando um conjunto de regras comuns que permitam flexibilidade/agilidade para gerir excepções, os parceiros podem ser grandes beneficiários de modelos colaborativos.

Passo 5 - Implementação

Como se torna patente, este é um processo em que cada passo é, em si, uma fase de implementação do comércio colaboracional, uma vez que, apesar de virado para o exterior, para o consumidor, baseia a sua filosofia nas relações entre as empresas de uma mesma rede ou cadeia.

Uma vez percorridos todos os passos anteriores, as empresas estão prontas para começar a funcionar dentro desta lógica. Os dados são comparáveis, o posicionamento de cada empresa na cadeia está definido, as vias de comunicação estão abertas, o processo está pronto a arrancar.

Conclusão

O comércio colaborativo apresenta, como objectivo último, incrementar as parcerias entre produtores e distribuidores através da gestão conjunta de processos, integrando as vertentes da procura e do fornecimento e fomentando a troca de informação para melhor servir e fidelizar o cliente/consumidor final. Assim, este é um conceito de colaboração que apela ao uso de um conjunto de processos e tecnologias que se caracterizam por uma série de elementos comuns: Adicionalmente, ao promover a partilha de dados entre os vários parceiros da cadeia, o comércio colaboracional intervém em três aspectos fundamentais: Resta reafirmar que o comércio colaborativo representa uma oportunidade ainda pouco explorada e com grandes vantagens para o lado da procura. A agilidade das empresas actuais deve passar, cada vez mais, pela partilha de informação actual e daquela relativa às previsões de futuro, permitindo às várias entidades o planeamento conjunto da rede/cadeia de abastecimento em que se inserem.

E será importante não esquecer que, além do comando da rede/cadeia se fazer pelo lado do cliente/consumidor final (em função das suas exigências), advindo daí os benefícios da fidelização, o comércio colaborativo representa para as empresas em parceria alguns aspectos importantes e a considerar, nomeadamente: Bibliografia

Autor: PME Negócios